
Tudo sobre sexo
Aqui poderá ler....> Sexo e o seu coração
> Como o sexo é afectado pelos factores psicológicos
> A idade afecta o sexo?
> Os medicamentos afectam o sexo?
> Como se preparar para o sexo
> A vida em comum
> Principais regras para retomar a actividade sexual
> O que acontece se tiver sintomas durante a actividade sexual?
> O que acontece se já não for o mesmo?
> Quando procurar Conselhos Sexuais
> Mitos e preconceitos
> Conclusões
> Contactos
Se teve um problema cardíaco ou foi submetido a cirurgia cardíaca, é natural que o retomar da sua actividade sexual o preocupe. As notícias que lhe damos não são más: Você pode continuar a manter actividade sexual… mesmo durante ou após uma doença do coração. Aqui encontrará resposta a algumas questões que poderão ajudar a:
Afastar alguns mitos: a saber como e quando retomar a actividade sexual: e a descobrir problemas para apresentar ao seu médico.
Sexo e o Seu Coração
Quando utilizamos a palavra "sexo" queremos dizer "actividade sexual" e cada um pode exprimir das mais diversas maneiras o seu interesse pelo sexo. Para a maioria das pessoas "actividade sexual" significa relação sexual mas pode simplesmente querer dizer ter o companheiro junto de si, ou só tocar, agarrar, expressar ternura.
Durante a "actividade sexual" ocorrem várias alterações fisiológicas normais. Assim, a frequência respiratória vai aumentando com a estimulação. A pele torna-se mais rosada. A frequência cardíaca e a pressão arterial sobem ligeiramente e um pouco mais à medida que a excitação aumenta. No orgasmo a tensão acumulada, liberta-se. A frequência cardíaca aumenta para 90 até 145, em média, 115 batimentos por minuto e a pressão arterial sobe cerca de 30 a 50 mm de Hg. Com o orgasmo a pressão arterial, a frequência cardíaca e respiratória voltam aos valores de repouso.
Nas pessoas que foram operadas ou sofreram um ataque cardíaco, a resposta vascular é igual à das outras. Deve perguntar ao seu médico a altura em que pode retomar a actividade sexual. O interesse sexual pode ser afectado pela idade, a duração da ligação e a forma como ocorria o sexo anteriormente à doença. Tanto o homem como a mulher podem retomar a actividade sexual dentro de poucas semanas após um ataque cardíaco e ainda mais cedo no caso de cirurgia cardíaca. Quando a actividade sexual diminui, tal pode ter a ver com ansiedade, depressão ou perda de interesse e, nestes casos, os cuidados e conselhos médicos podem ajudar. Quando se está a recuperar de um ataque cardíaco é normal que se esteja mais preocupado com os batimentos cardíacos, a respiração e a tensão muscular, portanto não se aflija. Você pode continuar a acarinhar, a mexer sem ter como objectivo o orgasmo e sentir amor com a sua esposa, serenamente, sem a obrigação de cumprir o acto sexual formal.
Estas actividades não exigem a mesma energia que as relações sexuais, e podem começar logo a seguir à saída do hospital e, gradualmente, retomar a vida sexual em pleno, com a sua companheira e cada vez mais confiantes.
A maioria das pessoas estão aptas a retomar a sua actividades sexual quatro semanas após o ataque cardíaco e duas a três após a cirurgia cardíaca. Se não se sentir à vontade ou surgirem sintomas durante o sexo, deve falar com o seu médico que poderá fazer-lhe um exame cardíaco ou uma prova de esforço para se certificar da sua capacidade física.
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Como o Sexo é Afectado pelos Factores Psicológicos
Os factores psicológicos podem reduzir o interesse e a capacidade sexual. Mesmo, após a sua recuperação, pode:
- Estar deprimido, ansioso e com medo; ter problemas de sono ou dormir muito, especialmente durante o dia; comer demais ou menos do que o habitual; ganhar ou perder peso e mostrar menos interesse pela vida; e sentir-se sempre cansado (especialmente após uma actividade física ou psíquica).
Estes sintomas são comuns e normalmente desaparecem dentro de três meses após o ataque cardíaco ou a cirurgia. Se permanecer deprimido, podem aumentar os problemas com o sexo e perder o prazer e o interesse por ele. O casal pode parar a actividade sexual durante meses ou mesmo anos devido ao falso receio de que o sexo pode causar problemas cardíacos. . Não tem de ser assim. Fale com o seu médico e peça conselhos.
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A idade afecta o Sexo?
A frequência sexual vai diminuindo com o avançar da idade. O seu interesse pode manter-se desde que se sinta saudável. A idade pode afectar a erecção e esta demorar mais tempo, o que requer mais estimulação que no passado, o que não o deve preocupar.
Na mulher pode haver receio de já não ser atraente devido à idade, o que somado à doença cardíaca e à menor lubrificação da vagina, pode afectar o seu desejo.
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Os Medicamentos afectam o Sexo?
Alguns medicamentos podem afectar o desejo e a realização sexual. Estes incluem: - medicamentos para tratar a hipertensão, a dor no peito e arritmias, pílulas, descongestionantes nasais, tranquilizantes e anti-depressivos. Nos homens podem prejudicar a erecção (impotência) e, por vezes, provocar a ausência de ejaculação ou esta ser muito rápida. Na mulher o fluido vaginal pode não ser o suficiente o que torna a relação sexual dolorosa e deixar de haver desejo sexual (frigidez) ou não atingir orgasmo (disfunção orgásmica).
Como estas situações podem ter outra causa, não deixe de tomar os seus medicamentos e não se sinta envergonhado, fale com o seu médico. Em geral, uma mudança de medicamento ou de dosagem pode resolver o problema.
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Como se Preparar para o Sexo
O casal pode preparar-se de diversas maneiras:
Praticar um estilo de vida saudável com dieta, actividade física regular, repouso adequado e uso correcto dos medicamentos.
A actividade física regular, recomendada pelo médico faz bem e dá confiança; os chamados exercícios aeróbicos que incluem a marcha, jogging, ciclismo e dança, podem reduzir , o aumento brusco dos batimentos cardíacos, a dificuldade em respirar ou a dor no peito associados à actividade sexual.
Se fuma, é muito importante deixar de fumar.
Seja paciente e compreenda as suas emoções. Após um problema cardíaco você e a sua companheira ficam mais vulneráveis, e as emoções podem mudar rapidamente, de lágrimas para sorrisos, de alegria para tristeza. Estas oscilações de humor são geralmente temporárias. Não se irrite e tenham paciência um com o outro.
Não esteja preocupado em provar que sexualmente "voltou tudo ao normal". Se no passado já havia actividade sexual os vossos receios não devem existir agora, pois com o tempo a actividade sexual voltará à normalidade. O reinício sexual deve aproximar mais o casal e fazê-lo mais carinhoso e romântico, aliviar o stress e elevar a sua auto-estima.
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A Vida em Comum
O doente cardíaco nem sempre é a única vítima, porque o seu par também costuma ficar ansioso ou deprimido. Os sintomas de um e outro podem causar uma certa tensão no casamento. Ambos têm de reconhecer, respeitar, e tentar perceber o que o outro sente.
A companheira do doente luta para atingir um equilíbrio, é extremamente cuidadosa e protectora, o que nem sempre é ajuda suficiente. A mulher não gosta de fazer tentativas e deixar desgostoso o marido, ou então, tem medo que ele seja normalmente activo. Pode sentir-se culpada e atormentar-se pensando que a doença cardíaca é por causa dela. Os outros familiares podem também estar muito preocupados. Esta situação em que todos se apresentam deprimidos e ansiosos pode dar origem a problemas sérios. A vida de um casal pode ser modificada por uma cirurgia ou um ataque cardíaco. Por exemplo: a mulher pode passar a ser quem tem o maior salário, ou um passar a ter tarefas domésticas e não gostar de as desempenhar por inteiro ou mesmo só em parte. Na maior parte dos casos o parceiro já ouviu falar dos sintomas cardíacos e dos riscos durante o sexo, o que irá ter um papel importante quanto ao seu comportamento e adaptação.
Os problemas com a prática de sexo podem ser anteriores ao problema cardíaco e com ele irão piorar. Os principais são:
O par escolhe uma altura errada para ter relações;
É incapaz de se descontrair; perderam o interesse ou as carícias são insuficientes;
Em geral se havia queixa de pouco sexo antes, irão ter menos sexo depois. Os casais que conversam sobre as suas necessidades e preocupações sexuais adaptam-se melhor, e uma boa comunicação leva a uma mais rápida e melhor actividade sexual.
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Principais Regras Para Retomar a Actividade Sexual
Escolha um momento em que os dois estejam calmos e livres de "stress". A melhor altura será de manhã cedo após um sono repousante ou após uma sesta.
Deve esperar-se uma a três horas após uma refeição para praticar sexo. Tal como as outras actividades físicas, a digestão dos alimentos requer mais sangue e o seu coração terá de trabalhar mais para garantir o sangue necessário à outras actividades.
Utilize um lugar familiar e calmo, onde não seja interrompido.
Não se esqueça de tomar a medicação prescrita pelo médico.
Após um ataque cardíaco ou cirurgia cardíaca, mais de 75% das pessoas não alteram a maneira de se ocupar em carícias ou posições sexuais. Para alguns doentes cardíacos, será mais confortável ficarem por baixo, mas poderá sentir desconforto se, por exemplo, foi operado ao coração.
Se tal facto acontecer, deite-se de lado, virado para o seu par ou com ela ou ele de frente ou atrás. Estas posições requerem menor pressão na parede torácica e tornam muito mais fácil a respiração. Se tiver dificuldade respiratória poderá sentar-se com o seu par numa cadeira de frente um para o outro. Será melhor utilizar uma cadeira com uma base larga e baixa de modo a que possa descansar os seus pés no chão.
A masturbação ajuda algumas pessoas a ganhar auto-confiança e pode facilitar a transição para a relação. Causa menor resposta cardíaca e gasta menos energia metabólica do corpo. Os pontos genitais-orais do sexo não exercem excessivo stress no coração, mas a relação anal pode conduzir a ritmos cardíacos mais rápidos e irregulares. Os casais por recearem os sintomas cardíacos ou terem problemas sexuais, podem não estar interessados no sexo. Podem mesmo assim construir uma boa relação se abraçarem ou acariciarem.
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O que Acontece se Tiver Sintomas Durante a Actividade Sexual?
Os batimentos por minuto do seu coração aumentam durante o sexo e a pele pode ficar avermelhada e húmida. Estas alterações são normais e não são sintomas de esforço cardíaco. Os sintomas de angina que traduzem incapacidade do coração para o trabalho cardíaco incluem:
Sensação de pressão, dor ou desconforto no queixo, pescoço, braço, peito ou estômago.
Marcada aceleração da respiração.
Batimentos cardíacos muito rápidos ou irregulares.
Se tiver alguns destes sintomas durante o sexo, diga ao seu companheiro, reduza a sua actividade, repouse e tome os medicamentos de acordo com a prescrição do seu médico. Um comprimido de nitroglicerina tomado cerca de 15 minutos antes pode ajudar. Quando os sintomas desaparecem com os comprimidos, ou se aparecerem após ter retomado a actividade sexual, consulte o seu médico.
Diga ao seu médico se:
For difícil para si adormecer ou descansar após ter tido sexo.
Notar alteração na gravidade, número de vezes ou local da sua angina de peito.
Sentir muito cansaço.
Você poderá ter que fazer uma ligeira alteração do seu dia-a-dia, tomar medicamentos ou fazer outros tratamentos.
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O que Acontece se já não for o Mesmo?
Mesmo os casais que não têm doença cardíaca pode ter problemas sexuais.
Os principais factores que podem contribuir para estes problemas incluem:
Ingestão exagerada de álcool;
Alguns tipos de medicamentos e problemas médicos não controlados;
Fadiga e o stress da recuperação.
As pessoas podem tornar-se inseguras quando ocorrem alterações nas suas vidas sexuais. Os problemas sexuais podem sempre piorar quando se adiciona:
Medo;
Conflito matrimonial;
Problemas sexuais prévios;
Problemas familiares, legais ou financeiros; ou
Depressão ou outras doenças que provoquem stress.
Existe necessidade de falar acerca dos seus sentimentos, a natureza e as possíveis causas dos problemas e tentar arranjar potenciais soluções para eles. Se não tentar resolvê-los, irão de certo, aumentar a complexidade dos seus problemas sociais, físicos e emocionais.
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Quando Procurar Conselhos Sexuais?
Se as questões sobre sexo se tornam uma preocupação importante, você e a sua companheira poderão perguntar ao vosso médico, isoladamente ou em conjunto
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MITOS E PRECONCEITOS
Mito 1:
Homens e mulheres tornam-se impotentes aos 50/60 anos de idade. A impotência e a perda de interesse pela actividade sexual ocorre sempre que eles têm uma doença cardíaca.
Realidade: Os idosos poderão ter uma erecção mais lenta, mas muitas vezes fazem sexo mais prolongado e controlam melhor a ejaculação do que os jovens. Após a menopausa, a mulher ainda pode desfrutar e ter prazer com o sexo. Em alguns casos, até têm maior prazer. Tal facto poderá ser explicado em parte pelo facto de não estar preocupada em poder engravidar.
Mito 2:
Praticar sexo após um ataque cardíaco causa enfarte do miocárdio e muitas vezes morte súbita.
Realidade: Isto pode acontecer excepcionalmente, sobretudo quando um membro do casal tem sexo fora do casamento. A prática de sexo extra conjugal causa mais stress do que o praticado com o cônjuge ou parceiro habitual. Muitas vezes existe uma necessidade imperiosa de se comportar muito bem com uma nova companheira. Por vezes existe a ingestão de uma pesada refeição e álcool. O sexo for a do casamento usualmente ocorre num sítio diferente e desconhecido.
Mito 3:
O álcool é um grande estimulante para o sexo.
Realidade:Pequenas quantidades de álcool poderão ajudar a reduzir pequenas tensões , medos e culpas. Mas o álcool é um forte agente depressivo. Os alcoólicos que se tornam impotentes podem nunca recuperar, mesmo após terem interrompido o vício da bebida.
Mito 4:
As hormonas masculinas podem aumentar a actividade sexual do homem.
Realidade: Os homens em que os níveis de hormona masculina estão diminuídos podem ter maior actividade e capacidade sexual após terem tomado um medicamento chamado testosterona. Esta hormona, contudo, não ajuda os homens que possuam níveis normais desta hormona no sangue que são aliás a grande maioria.
Mito 5:
As hormonas femininas (terapêutica com estrogénios) tomadas pela mulher após a menopausa, aumentam a actividade sexual.
Realidade: Não existem estudos que demonstram que os estrogénios aumentam a actividade sexual nas mulheres. Mas estas hormonas (como também os cremes) podem lubrificar a vagina e tornar a penetração do pénis mais fácil. Assim a mulher pode ter uma relação sexual mais confortável.
Mito 6:
A frequência cardíaca é mais baixa quando alguém se masturba comparada com a verificada durante o acto sexual.
Realidade: A frequência cardíaca é menor durante a masturbação, mas não muito menor.
Mito 7:
Não há qualquer relação entre as doenças cardiovasculares e a disfunção eréctil (impotência sexual).
Realidade: Os factores de risco que causam as doenças cardiovasculares são os mesmos que provocam a disfunção eréctil, tais como o tabagismo, a hipertensão arterial, o colesterol elevado e a diabetes. Por isso num doente com disfunção eréctil é importante investigar se há factores de risco cardiovasculares ou mesmo doença cardíaca. Fazer a prevenção cardiovascular é assegurar ao mesmo tempo uma boa saúde sexual.
Mito 8:
O declínio da actividade sexual após um ataque cardíaco é devido ao coração não responder às exigências físicas do sexo.
Realidade: Exceptuando alguns casos, o grande impacto de um ataque cardíaco na função sexual é psicológico, não físico. As exigências físicas do sexo são moderadas. Elas são semelhantes a subir a pé dois lanços de escadas a um passo acelerado.
Mito 9:
Se ocorrer angina durante o sexo, deverá abster-se para sempre.
Realidade: As dores no peito durante o sexo é raro serem graves o bastante para que alguém com doença cardíaca tenha que interromper a actividade sexual. O médico pode sugerir que coloque debaixo da língua nitroglicerina (ou comprimido equivalente) 15 minutos antes da prática do sexo. Isto facilitar o trabalho cardíaco e aliviar a dor no peito. O seu médico também lhe pode fazer uma prova de esforço para avaliar a capacidade do seu coração e receitar-lhe medicamentos ou outros tratamentos, como a angioplastia, para impedir o aparecimento de dores no peito.
Mito 10:
O Sildenafil é um medicamento perigoso no doente cardíaco.
Realidade: Este medicamento pode ser utilizado com segurança na maioria dos doentes cardíacos, desde que empregue segundo as indicações, posologia e precauções estabelecidas pelo seu médico assistente. Devemos sublinhar que o Sildenafil deve ser utilizado apenas mediante prescrição médica, tornando-se por vezes necessário efectuar previamente uma avaliação cardiológica, que inclua nomeadamente uma prova de esforço.
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CONCLUSÕES
A actividade sexual faz parte integrante da vida de relação do ser humano. Quem sofre de problemas cardíacos pode, na esmagadora maioria dos casos, continuar a manter uma actividade sexual normal. Fazer a prevenção da doença cardiovascular é assegurar ao mesmo tempo uma boa saúde sexual, dado que os factores de risco que provocam estas duas doenças são comuns.
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